| Meus amigos essa noite eu tive uma alucinação |
| Sonhei com um bando de número invadindo o meu sertão |
| E de tanta coincidência que eu fiz essa canção |
| -Falar do número um |
| Falar do número um não é preciso muito estudo, |
| Só se casa uma vez e foi um Deus que criou tudo, |
| Uma vida só se vive, só se usa um sobretudo. |
| -Agora o doze |
| E só de pensar no doze eu então quase desisto, |
| São doze meses do ano, doze apóstolos de Cristo, |
| Doze hora é meio-dia, haja dito e haja visto. |
| -Agora o sete |
| Sete dias da semana, sete notas musicais, |
| Sete cores do arco-íris nas regiões divinais, |
| E se pintar tanto sete, eu já não agüento mais. |
| -Dois |
| E no dois o homem luta entre coisas diferente, |
| Bem e mal, amor e guerra, preto e branco, bicho e gente |
| Rico e pobre, claro e escuro, noite e dia, corpo e mente. |
| -Agora o quatro |
| E o quatro é importante, quatro ponto cardeal, |
| Quatro estação do ano, quatro pé tem um animal, |
| Quatro perna tem a mesa, quatro dia o carnaval. |
| — Pra encerrar |
| Eu falei de tanto número, talvez esqueci algum, |
| Mas as coisas que eu disse não são lá muito comum, |
| Quem souber que conte outra, ou que fique sem nenhum |