| Ossos, gritos |
| Versos bíblicos |
| Eu não esqueço |
| O dia em que eu te vi sair |
| Lápis, tremo |
| E eu nego, re-escrevo |
| Eu não processo |
| O dia em que eu te vi sair |
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| Vai ver, eu poderia escrever alguma coisa |
| Que mudaria o rumo cruel dessa história |
| Pra te ter aqui |
| Vai ver, o tempo pare e gire o mundo ao inverso |
| E na realidade desses novos versos |
| Eu te veja aqui |
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| Crio cenas |
| Domingo na mesa |
| O sol beijando a Bela |
| Quem vai dizer a ela |
| Que não somos nós aqui? |
| Eu acredito nas palavras |
| Pontes inventadas me interessam mais |
| Eu sei manipular as linhas |
| Fecho suas feridas com pontos finais |
| Dispenso a verdade, tão fria e tão crua |
| A vida é linda, mas prefiro ainda literatura |
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| Vai ver, eu poderia escrever alguma coisa |
| Que mudaria o rumo cruel dessa história |
| Pra te ter aqui |
| Vai ver, o tempo pare e gire o mundo ao inverso |
| E na realidade desses novos versos |
| Eu te veja aqui |
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| E se eu pudesse mudar tudo com tinta? |
| Só pra não me recompor |
| Andar exposto com os meus vazios |
| Crescer ao redor |
| Há uma mesa, nela se senta |
| A nossa família, o sol na cortina, e você aqui |
| Eu não vou, eu não vou, eu não vou |
| Eu não processo não |
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| Ossos, gritos |
| Eu nego, re-escrevo |
| O sol beijando a Bela |
| Quem vai dizer a ela |
| Que não somos nós aqui? |
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