| Se Deus quiser, um dia eu quero ser índio |
| Viver pelado, pintado de verde num eterno domingo |
| Ser um bicho preguiça e espantar turista |
| E tomar banho de sol, banho de sol, banho de sol, sol |
| Se Deus quiser um dia acabo voando |
| Tão banal, assim como um pardal, meio de contrabando |
| Desviar de estilingue, deixar que me xinguem |
| E tomar banho de sol, banho de sol, banho de sol, banho de sol |
| Baila comigo, como se baila na tribo |
| Baila comigo, lá no meu esconderijo |
| Se Deus quiser um dia eu viro semente |
| E quando a chuva molhar o jardim, ah, eu fico contente |
| E na primavera vou brotar na terra |
| E tomar banho de sol, banho de sol, banho de sol, sol |
| Se Deus quiser um dia eu morro bem velha |
| Na hora «H"quando a bomba estourar quero ver da janela |
| E entrar no pacote de camarote |