| Labirinto de assunto, ponta solta, o teu olho escuro vendo tudo que não era pra |
| ver |
| Esse cheiro forte de amor maduro me fez entender |
| Que eu posso ser, e sou, feliz sozinha, mas prefiro com você |
| Que delícia que é poder te conhecer |
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| Sua casa de adulto, rastro de tabaco, só nós dois, paredes, quadros, |
| prisma temporário |
| Um abismo que eu jurei com os vinte dedos não cair |
| Corte de papel não dói, mas não sara e o nosso encontro foi assim |
| Que delícia que é você do começo ao fim |
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| Ato falho, armadilha, areia movediça, mão gelada, peito quente, duas ilhas |
| Um abismo que eu jurei com os vinte dedos, certeza de não querer cair |
| Corte de papel não dói, mas não sara e o nosso encontro foi assim |
| Que delícia que é você do começo ao fim |
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| Da janela, eu vi um colar de diamantes no horizonte |
| E as árvores da Mata Atlântica também testemunharam tudo |
| Caixa de memória, restos de certeza, toda delicadeza de um raio, de uma fera |
| Dei outro sentido aos pés quando, na sua boca |
| Novos arrepios, outros caminhos, uma arrebentação |
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