| São tuas, portanto, as canções que inventei pra embalar teu sono |
| E as que escrevi antes de lhe conhecer, também |
| É teu o que eu ainda escreverei |
| Todas as tentativas jogadas fora |
| Se quando escutar sentir, por mim, carinho |
| Eu já serei feliz |
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| São todos seus os lugares que aprendi culturas e pessoas |
| Te conto todas para que queira aprender também |
| Países tão distantes de ti, secretos como seus pensamentos soltos |
| E quando lá você estiver querendo muito estar |
| Serei feliz |
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| E suas também são as mesas que provei as melhores delícias |
| Heranças e mistérios que atravessam gerações |
| Receitas não tão belas, mas boas |
| Jantares que se arrastam por muitas horas |
| Se essas horas, para ti, forem felizes |
| Eu serei feliz |
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| São teus, enfim, os meus ouvidos curiosos por suas aventuras |
| Histórias com verdade, ou lendas que você criou |
| Feitiços de ano novo pra lua |
| Perguntas dessa vida, e talvez das outras |
| Se o meu sono, agora, você embalar |
| Então, serei feliz |
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